ENQUADRAMENTO

A criação em 2008 da Plataforma Aveiro Direitos Humanos, ação que agregou em torno desta temática um conjunto diverso de organizações e entidades da sociedade civil aveirense e que contou com o apoio e envolvimento quer de instituições públicas quer de entidades privadas,teve como por objetivo unir esforços, agregar vontades e diferentes sensibilidades numa rede informal, colaborativa e de proximidade , no sentido de desenvolver um programa de ação com vista à comemoração dos 60 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Promovida pela Pangea – ONG e pelo Fórum::UniverSal – Fundação João Jacinto de Magalhães e Centro Universitário de Fé e Cultura, contou com o envolvimento direto da Amnistia Internacional – Aveiro, da Associação Académica da Universidade de Aveiro, da Associação de Apoio ao Imigrante – Junta de Freguesia de São Bernardo, da Associação dos Antigos Alunos da Universidade de Aveiro, da Associação Sul – ONG, da Cáritas Diocesana de Aveiro, da CERCIAV, da Civitas Aveiro, da Comissão Diocesana Justiça e Paz, da Equipa de Apoio às Escolas de Aveiro, da ORBIS Cooperação e Desenvolvimento – ONG e da Rede Europeia Anti-Pobreza Aveiro. A iniciativa contou ainda com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro, da Universidade de Aveiro – Serviços de Ação Social e do Jornal Diário de Aveiro.

Em resultado desta parceria alargada foi concebida a “Agenda Aveiro Direitos Humanos 2008”, iniciativa que acolheu uma grande diversidade de ações que tiveram lugar entre os dias 10 de novembro (Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento) e 25 de dezembro (Dia de Natal) desse ano. Entre exposições, feiras temáticas, conferencias, mesas redondas, palestras, tertúlias, debates, projeção de filmes, animação de rua, música ou lançamento de livros/revistas/jornais em edição especial, pretendeu-se envolver de forma alargada e transversal a sociedade civil aveirense, em particular as crianças e jovens.

Após este primeiro momento, a Plataforma prosseguiu o seu trabalho em rede potenciando as iniciativas promovidas entre e pelos diversos parceiros através de uma política de informação e comunicação devidamente articulada, mobilizando a comunidade e otimizando recursos. Disso foi exemplo o trabalho realizado durante o ano 2009 que culminou na celebração do 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

DESAFIO

Num contexto social complexo, deveras exigente e extremamente desafiante quer a nível local quer num quadro de intervenção nacional e internacional, a defesa e a promoção dos Direitos Humanos coloca-se de forma muito premente exigindo das instituições/organizações e dos cidadãos uma intervenção social consciente e responsável, capaz de responder firme e inequivocamente aos desafios que as sociedades vão enfrentando.

É perante esta realidade que importa convocar toda a comunidade e, neste caso em particular, envidar os esforços necessários no sentido de revitalizar a “Plataforma Aveiro Direitos Humanos”, dez anos volvidos após a primeira ação conjunta. Para o efeito não haveria momento mais simbólico que a celebração a 10 de dezembro de 2018 dos 70 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Com a disponibilidade e interesse em participar nesta ação por parte das organizações/instituições que haviam estado empenhadas anteriormente, coloca-se com toda a pertinência o envolvimento de novos atores que neste âmbito desempenham papéis de grande importância junto da comunidade.

Nesse sentido, o primeiro grande objetivo deverá passar pela mobilização de todos estes intervenientes e, em conjunto, estudar a melhor forma de (re)criar a Plataforma e de dar resposta imediata ao desafio da elaboração de um Programa de Ação conjunto, integrador e impactante, que acompanhe aquilo que a própria Organização das Nações Unidas propõe através da campanha #standup4humanrights.

É exactamente esse o propósito imediato: um Programa diverso que envolva as organizações da Plataforma e outras entidades parceiras, que contribua de forma muito vincada para que a reflexão acerca da intervenção enquanto cidadãos e o seu impacto naquilo que é a vida e o futuro das pessoas, das comunidades, das sociedades, alcance o objetivo maior de interpelar consciências e despertar mentalidades.